segunda-feira, 29 de junho de 2009

MICHAEL, INVICIBLE (2009)



Como um dos milhões de fãs de Michael Jackson, não poderia deixar de prestar uma homenagem a este grande artista que revolucionou a música pop internacional, e que nunca será esquecido ao longo das gerações futuras. Ele, como poucos, marcou seu nome na história universal.

Michael, como ser humano, teve alegrias e decepções como qualquer outro. Mas, pelo fato de ser famoso, os escândalos e polêmicas que giravam em torno de seu nome, ganharam proporções além do comum. Ele, como muitos artistas que começaram a carreira desde criança, foi vítima da fama. Ele, ao longo de sua carreira, provou do doce e amargo sabor dela. Muitas especulações foram levantadas com intuito de desvendar o mistério Michael Jackson, no entanto ele nunca foi compreendido de fato.
Felizmente, não será por estes motivos que Michael permanecerá eterno. Sua carreira brilhante, sua genialidade musical, seu talento como intérprete e compositor toda e qualquer experiência ruim vivida por ele.

Foi no início dos anos 1980, justamente na época em que eu nasci, que Michael tornou-se uma figura dominante na música rock e na música popular e foi o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. Sendo assim, eu não poderia deixar de ser influenciado pelo ritmo dançante de suas músicas, de ficar deslumbrado com seus clipes inovadores, de ficar orgulhoso pelo exemplo de ser humano que, sendo de origem humilde e negro, ter conseguido ocupar um lugar na história mundial, com sua criatividade e talento. Aliás, a popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" são creditados como a causa da transformação do vídeo musical em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. 

Outros vídeos como "Black or White" e "Scream", também fizeram muito sucesso na década de 1990. Inclusive, este último, um duelo musical com a sua irmã Janet Jackson, segundo vídeo musical mais caro da história: custou cerca de sete milhões de dólares. Foi em 1982, ano do meu nascimento, que Michael lançou “Thriller”, até hoje o álbum mais vendido da história. O último álbum de inéditas lançado por Michael foi “Invicible”, em 2001, que eu considero como o melhor álbum de sua fase atual.




quarta-feira, 10 de junho de 2009

O CHAMADO


O telefone não toca
Esperei o dia inteiro
E ele não tocou
Não consigo acreditar
Que ele me dominou
Já decorei a música dele
De tanto imaginá-lo tocando
Tocando em mim
No fundo do meu coração
Não preciso dizer alô,
Não desejo tanto
Só isso me basta:
Ouvir o som da sua voz
Outra vez,
Mais uma vez.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

PARA ONDE VAI O DESRESPEITO HUMANO?


Se me perguntarem hoje qual será o destino da humanidade, na minha opinião, com certeza não terei uma previsão positiva. Eu vou explicar por que...
Alguém consegue entender o que leva uma pessoa a sair de sua casa, portando uma caixa de ovos e andar pelas ruas dirigindo em alta velocidade, provavelmente com o carro do pai, atirando ovos nas pessoas totalmente desprotegidas e surpreendidas por uma atitude tão desumana? Alguém sabe explicar?
Pois foi o que aconteceu sexta-feira passada, quando eu estava em frente à UFBA, quase 10 horas da noite, esperando o ônibus, que, para variar, estava muito atrasado, ao lado de outras pessoas, todas totalmente cansadas depois de um dia longo de trabalho e de estudo, ansiosas para voltarem para casa. Infelizmente somos obrigados ainda a esperar por horas, muitas vezes, por um ônibus que sempre chega atrasado, pois não é novidade que o transporte público em Salvador não funciona.
A cena lamentável ocorreu em poucos segundos, quando eu percebi uma menina, que estava próxima à calçada, havia sido atingida por um ovo bem na testa. Ela, perplexa, não teve reação sequer. Outras pessoas também foram atingidas pelos resquícios do ovo. O que me deixou ainda mais surpreso é que um rapaz afirmou que não era a primeira vez que uma situação como aquela acontecia. E então me pergunto: imagina se isso vira moda? Situações parecidas já haviam acontecido em outras cidades, não tenho certeza se em São Paulo, ou no Rio, inclusive envolvendo pessoas famosas, como o Boninho da Globo, e já foi também cena da novela Caminho das Índias, através de um personagem que atirava ovos pela janela do apartamento dos pais.
Naquele mesmo dia, uma professora, colega minha de trabalho, reivindicava o retorno do ensino tradicional, alegando que hoje os jovens perderam todos os valores. Concordo que realmente existe este problema entre os jovens, mas não vejo como solução para isso o retorno de uma concepção de ensino totalmente ultrapassada. De fato, providências precisam ser tomadas, principalmente por parte das famílias, em trabalho conjunto com a escola, para que situações como a ocorrida na sexta-feira não vire rotina, pois se eles hoje atiram ovos, amanhã atirarão pedras... E depois? O que virá a seguir? Balas de revólver? E as vítimas? Quem serão as próximas?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

POR ONDE ANDA O COITADO DO UM CENTAVO? (SÉRIE CONTOS DE BUZÚ - I)

Dizem que quem costuma jogar dinheiro fora, não está gozando de seu juízo normal. Pois então, tem gente que anda jogando dinheiro pela janela. Você poderia pensar, não se trata de um louco, ou apenas um homem muito rico que desejava realizar um ato de caridade, ou uma experiência, testando a reação das pessoas, etc., mas não me pareceu o caso, por o ato em questão ter sido realizado por um cobrador de ônibus. Estava retornando à cidade de uma viagem que fiz ao interior numa sexta-feira, quando entrei num ônibus e paguei a passagem com algumas moedas, dentre estas, algumas de um centavo. Então me veio a surpresa, quando o cobrador me disse que aquele dinheiro havia saído de circulação. Por um rápido instante pensei: Será? Acho que pelo fato do coitado do Um centavo andar tão sumido, estão esquecendo que ele existe. Ainda tentei questionar, explicar que aquilo não era verdade, mas ele estava relutante. O engraçado é naquela mesma semana eu havia pagado um outro transporte (não ônibus dessa vez, mas o navio), e a atendente do guichê não só aceitou as moedas de um centavo que usei para o pagamento, como me agradeceu muito, ao utilizar moedas para facilitar o troco, pois devido a escassez delas, eram consideradas para ela como ouro. Bem, voltando ao ônibus, o cobrador, que demonstrava muito estresse, disse-me que não ia aceitar aquelas moedas, mas eu me neguei a dar outras, mesmo trazendo comigo moedas de outros valores. Se eu assim o fizesse, resolveria parcialmente o problema, mas ele continuaria desrespeitando o direito do cidadão. Muito irritado com a minha recusa, o ignorante cobrador jogou as moedas de um centavo pela janela, deixando perplexo. Na verdade, o que aconteceu com a moeda de um centavo é que ela deixou de ser emitida desde 2004, por conta de seu baixo valor, de seu alto custo de emissão e pela sua baixa circulação. Apesar disso, a moedas ainda circulantes continuam valendo o seu valor de face. Depois daquela cena lamentável, não quis mais prolongar aquela conversa, que, percebi, não levaria a lugar nenhum. Sentei-me e o ônibus seguiu viagem. Durante o trajeto de volta para casa, fiquei pensando no assunto. É triste perceber como existem pessoas tão desinformadas e mal-educadas em nossa sociedade. Pelo menos eu pude constatar por onde anda as moedas de um centavo: nos chãos das ruas, nos cantos das casas, nos fundos das gavetas, justamente por causa de pessoas como este cobrador.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

COMO O AMOR RENOVA O CORAÇÃO

Como o amor renova o coração. 
Uma paixão recente transforma a vida, principalmente quando se é correspondida. 
Caso contrário, acarretará numa dor insuportável. 
Por que sofrer por amor é tão bom, mas ao mesmo tempo tão doloroso?
É incrível como o amor mexe com a vida de uma pessoa. 
Tudo fica diferente: o coração bate mais forte quando se está próximo de quem ama, os olhos brilham, perde-se a fome, você se sente mais seguro. 
Os primeiros momentos são como um eterno sonho. 
O duro é quando se percebe que a realidade é dura. 
E o coração tenta se recuperar para um dia bater mais forte novamente.
Perde-se a razão. 
Platão dizia que a razão é o cão de guarda das paixões.
Paixões não duram tanto. 
Schopenhauer comparava a paixão moderna a porcos-espinhos: numa noite gelada, com frio eles se aproximam e se espetam; em seguida se afastam mais e o frio se torna insuportável. 
Até que chegam a uma posição intermediária: morna.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

MÚSICA E PAIXÃO


O texto a seguir foi feito a partir dos títulos das músicas compostas por mim ao longo destes anos...

EU NUNCA VOU DIZER QUE NÃO TE AMEI, MESMO DEPOIS DE TANTOS DESENCONTROS. VOCÊ É MINHA VIDA. VOCÊ SABE QUE EU TE AMO E QUERO SER ASSIM. NÃO É MAIS DIFÍCIL (NO MORE IS HARD). DON’T MAKE A FOOL. NÃO FAÇO PAPEL DE BOBO, PORTANTO, DON’T WANNA SAY GOODBYE, MY FIRST LOVE! ESTÁ ESCRITO EM TEU OLHAR QUE VOCÊ ME AMA. EU QUERO TANTO VOCÊ...QUERO TANTO AMAR VOCÊ! VOU TE ENSINAR O ABC DO AMOR, VOCÊ NÃO CONHECE? SHOW ME YOUR HEART! EU SEI QUE IL TEMPO PASSERÁ, MAS EU SEMPRE DESEJAREI VOCÊ. DESEJAREI TAMBÉM QUE ME DÊ SEU CORAÇÃO, TEU AMOR (DÁME TÚ CORAZÓN, DÁME TÚ AMOR), NÃO HÁ NADA MAIS BONITO QUE TE AMAR. EU ACREDITO QUE O SEU AMOR É TÃO GRANDE (É UM IMENSO AMOR!), NÃO SÃO SIMPLES EMOÇÕES. EU ACREDITO EM VOCÊ. POR ISSO, YO NECESITO DE TI, EU QUERO O SEU PRAZER.
NOSSA HISTÓRIA AINDA NÃO ACABOU. QUANDO A SAUDADE BATER (E ELA SEMPRE BATE!) SEMPRE LEMBRAREI DE VOCÊ. E NÃO ADIANTA VOCÊ INSISTIR. EU NÃO VOU ENCONTRAR UM AMOR MELHOR QUE VOCÊ.
VOCÊ SABE QUE EU NÃO VOU DIZER ADEUS E TAMBÉM NÃO VOU TENTAR TE ESQUECER, JAMAIS! VOCÊ É TUDO PRA MIM. E QUANDO MENOS ESPERAR, EU RETORNO A VOCÊ. POIS EU PRECISO TANTO DE VOCÊ, E POR ONDE EU FOR, VOU TE LEVAR. SE EU NÃO FOSSE O MESMO, TALVEZ EU NÃO FIZESSE ISSO. TALVEZ EU FIZESSE O QUE VOCÊ TANTO QUER. MAS EU SEI QUE EXISTE ALGO FORTE ENTRE EU E VOCÊ. ALGO ALÉM DO CÉU E DA TERRA.
VEM SER MEU ANJO, MEU GRANDE AMOR! EU PRECISO AMAR, PORQUE O AMOR ME FAZ VIVER. ADEUS É UMA PALAVRA QUE NÃO ESTÁ EM MEU DICIONÁRIO. VAMOS CONTINUAR NOSSO JOGO DO AMOR, JÁ QUE É TÃO GRANDE O MEU DESEJO DE AMAR. DE TODAS AS PALAVRAS QUE CONSTAM NO MEU DICIONÁRIO, O SEU NOME É A PRIMEIRA DELAS. E EU NÃO PARO DE ME PERGUNTAR: ONDE ESTÁ VOCÊ? PRECISO TE FALAR DE AMOR. SIM, PARLER D’AMOUR. EU SEI QUE NO PUEDO COMPRENDERTE SIEMPRE (DO YOU BELIEVE ME NOW?). POR FAVOR, FAIT A MOI UNE CHANSON. UMA CANÇÃO DE AMOR, UM AMOR SEM JEITO, É VERDADE, MAS É O AMOR QUE EU POSSO TE OFERECER. EU TE AMO! NÃO ME CANSO DE DIZER. VAMOS JUNTOS CONSTRUIR UM NOVO MUNDO, FAZER DA NATUREZA O NOSSO NINHO. NOSSO REENCONTRO SERÁ LINDO, COMO O ENCONTRO DAS ÁGUAS DO RIO E DO MAR.

A ATIVIDADE DE ESCRITOR E SEUS CONTOS

Escrever é, pois, ao mesmo tempo desvendar o mundo e propô-lo como tarefa à generosidade do leitor. É recorrer à consciência de outros para se fazer reconhecer como essencial à totalidade do ser. Ninguém é escritor por haver decidido dizer certas coisas, mas por haver decidido dizê-las de determinado modo. Por isso, nada impede que cada um tenha uma maneira de escrever. E o estilo, de certo, é o que determina o valor da prosa. Mas ele deve passar despercebido. A obra tem um papel importantíssimo porque vincula o autor ao público. E é esse vínculo que pretendo criar com este trabalho, trazendo histórias e personagens que se identifiquem com o público. Aliás, não é de hoje que a arte de contar histórias tem sido exercida com êxito com o passar das gerações. A palavra pode ser usada para se contar histórias de forma oral, como no início da humanidade e ainda hoje preservadas por comunidades isoladas e dispersas pelo mundo, ou de forma escrita, algo mais usual já há muito tempo. Por ser uma pessoa muito observadora, por observar as pessoas, o mundo a minha volta, procuro retratar em minhas histórias, a família, os relacionamentos humanos, os temas que são constantes em nossas vidas. Histórias da vida real, de experiências pessoais ou não, e histórias fictícias, que se baseiam no mundo real, no mundo vivido. Ou ainda, histórias de um mundo construído pela imaginação de qualquer um. Não interessa de que maneira cada história seja feita, já que o que é importante para o escritor é poder despertar no público as mais diversas sensações. Fazer as pessoas rirem com histórias engraçadas, como em “Loucas aventuras na cidade maravilhosa”, ou chorarem com o drama de Maria Elisa em “Impulsos de loucura”, ou também se sensibilizarem com “O sequestro de Pedrinho” e com o sofrimento de Clara em “Vítimas do destino”. Histórias que despertem a curiosidade de desvendar o mistério em “Um crime em Ouro Preto”, ou em “A lenda”. Esse é o propósito de Paralelepípedos, escrito a partir de 1998 e finalizado em 2006.